Caminho errado

É tanta água que cai do céu
É tanta coisa que deságua de mim…
Perco-me entre fadas e querubins
Entre desejos e angústia que parecem não ter fim
E por fim, vejo teu rosto
Vejo meus olhos
Você penetra em todo o meu ser
Desmontando-me
Revelando-se
Solidão

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A hora mais bonita do dia


Na varanda
Onde o ar anda depressa
Vai embora na conversa
Nossa pressa de ficar

Na varanda
Onde a flor se arremessa
Onde o vento prega peça
Nos traz festa pelo ar

Na varanda
A criança se debruça
Mãe, menina ainda fuça
Nos cabelos a ninar

Na varanda
Onde a lua se levanta
Nossa rede se balança
Serenata pra acordar

Joga a trança
Busca o chão e não o céu
Qual barquinho de papel
Sonha ir de encontro ao mar (2x)

E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que gira…

E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que girassol

Na Varanda
O Teatro Mágico
Composição: Fernando Anitelli

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Entre o incômodo e a raiva!

Aqueles que realmente me conhecem sabem o quanto sou brava. E de tudo que mais me incomoda, certas questões éticas e morais estão em primeiro lugar. Não acredito que seja o tipo de mulher mais popular: sempre pensei diferente, minhas escolhas nunca foram as mais comuns. Sou capaz de discutir religião, futebol e política, mas não, não seja machista perto de mim… Isso me revolta e o resultado nunca é bacana. Atenção, não acredito que feminismo seja a mulher sobrepondo o homem. Não! Acredito que muitas coisas, muitas não poderiam ser separadas pelo viés do gênero (feminino x masculino). Este post não se trata de uma discussão sobre gênero, mas de um incômodo interno, visceral, quando escuto frases que aparentemente soam tão ingênuas, mas que se ligam a discursos muito maiores e que embasam o preconceito nas relações amorosas e sociais. Às vezes vejo amigos sufocando-se em relações herméticas (daquelas tão fechadas quanto compotas de doce de pêssego), tão regradas e fechadas que se quer há flexibilidade para repensar o que é aceito ou não pelo casal. Em contrapartida, vejo outros em escapadas salvadoras (não, não falo de traição! Falo de espaço até para os amigos do mesmo sexo!), que precisam de momentos estratégicos para “dar uma respirada”. Por que não pensar nas relações de maneira mais leve? Divertir-se junto parece ser o objetivo de querer estar com alguém, não deveria ser? O bom é que nunca é tarde para se repensar escolhas como casal e como indivíduos. Estando dito, agora é ver a raiva passar…

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Investimento que vale a pena…

Falar sobre estresse tornou-se algo comum, mas o pior é quando percebemos que viver em estresse também tem se tornado corriqueiro em nossa própria vida.
Acabamos por nos submeter a situações estressantes porque sempre nos achamos capazes de superar certas exigências externas e internas. O problema é que fazemos isso tantas vezes (por dia), que quando nos damos conta, alcançamos um estado de esgotamento físico e mental que nos impede de realizar coisas pequenas, simples e essenciais.
Foi me encontrando neste estado (!) e acompanhando a situação de pacientes muito mais afetados pelo estresse, que resolvi reorganizar minha vida e realmente viver quando estou “fora” do trabalho!
Parece besteira, mas as coisas a seguir realmente foram negligenciadas da minha agenda. No entanto, agora estão sendo recuperadas!!!
Primeiros passos:
1- Ir ao cinema com meu amorzinho ao invés de trabalhar no sábado! (Parece piada, mas é verdade! Workaholics de plantão sabem disso)
2- Jogar videogame à tarde!
3- Acordar e tomar aqueeeele café-da-manhã!
4- Conhecer pessoas diferentes
5- Rever fotografias
6- IR À ACADEMIAAAAAA! YES, CONSEGUI!!!!!
7- Ler um bom livro (sem ser técnico) antes de dormir…

Como disse, foram os primeiros passos…
E pra quê correr na vida, não é?
Muitas vezes pensamos que estamos investindo em nós mesmos e nas pessoas ao nosso redor, mas na realidade, mais cedo ou tarde nos frustramos ao perceber que fazemos pelos outros muita coisa que ninguém nos pediu para fazer. E por nós mesmos? Cri, cri, cri… Realmente pode ter sido de coração, mas cada um merece viver sua própria vida com propriedade (sim, é um pleonasmo).

Afastar o estresse é voltar a sentir prazer em nós mesmos, por nós mesmos. E a gente ainda acha difícil, distante…

Agora, se você não consegue reagir ao estresse, procure profissionais capacitados (médicos, psicólogos, entre outros). Não permita que o tempo passe e os sintomas se amplifiquem. Ouça seus amigos e aqueles que te amam! Eu ouvi…

O link a seguir fala mais sobre o estresse, é bacana e simples de ler:

http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/alegria/estresse/sintomas.htm

😉

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Kare da Ana

Kare Raisu

Essa é uma receita japonesa que não leva peixe cru, nem tem coisas estranhas pra comer… É quente, ótima para o inverno e com um aroma que conquista todo mundo!
Kare em japonês significa curry, tempero indiano a base de pimentas.
Você pode utilizar o curry de acordo com o gosto dos convidados para a refeição, assim como o sal e a pimenta.

Ingredientes:
– 500g de carne suína ou bovina ou peito de frango, em cubos;
– 2 cebolas médias cortadas em pétalas;
– 2 batatas médias em cubos;
– 2 cenouras cortadas em rodelas;
– 1 cubo de caldo de carne ou de galinha;
– 2 colheres de curry em pó;
– 2 colheres de amido de milho dissolvidas em um pouco de água.

Modo de preparo:
Frite a carne em uma panela funda e junte a cebola quando estiver bem frita. Doure a cebola. Acrescente as batatas e cenouras. Coloque água o tanto baste para cobrir. Tempere com sal e dissolva o caldo de carne na mistura. Deixe cozinhar até a cenoura ficar macia. Adicione o curry. Acrescente o amido de milho dissolvido e mexa até engrossar um pouco. Sirva o kare sobre o gohan (arroz japonês sem tempero) quente!

Essa receita rende 5 porções generosas!

Itadakimasu!!!

:D”

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12-06

Vejo-me dourada
apertada
entre paralelas
Assim bem dourada
reluzindo
pra você
Escondes-te
por dentro
gravado
em amor
Tintirilando
ruídos
que ressoam
sorrisos
lembrando
nós dois.

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Separar-se

O dilema de toda pessoa é nascer perdendo. Acredito que pior que a dor física, o grande conflito é a dificuldade de vínculo. Não, não estou me referindo a quem só sabe ganhar ou tem dificuldades de se relacionar, mas à difícil tarefa de amar e se separar, sendo perder desde o afastar-se há poucas distâncias até a morte de quem gostamos.
Grande parte de nossas vidas se dedica a construir relacionamentos, e muitos de nós buscam com afinco aqueles especiais, cada vez mais íntimos e fortes. Ao sairmos da barriga de nossas mães, iniciamos uma jornada de separações e tentativas de união, que em geral não se tornam tão umbilicais quanto gostaríamos, se é que realmente gostaríamos (os canibais que me perdoem, mas em vida é impossível seguir sendo literalmente um com quem amamos em todo o tempo).
As primeiras tentativas ocorrem na infância, com os próprios pais ou aqueles que mais amamos: a dificuldade de ir para escola sozinhos – lembro-me o quanto era terrível sair do carro e entrar no pré… Até que aprendemos a ter objetos substitutivos de amor, ou seja, outras pessoas podem também ocupar aquele vazio e confortar-nos com a sensação de pertencimento novamente. Encontramos o outro… Uma paixão só! Acredito que essa sensação venha culminar na gravidez, na ligação com o filho ou filha, no sentimento mais forte de pertencimento e responsabilidade por alguém, ao menos me parece ser.
Ainda assim a vida é interessante – há quem diga nesse momento que “prega peças na gente”! E após o vínculo de amor mais forte, intenso e visceral acontecer, o tempo trata de novamente repetir a separação: a mãe paulatinamente vai se distanciando da criança, para o bem desta, diga-se de passagem, porque somos antagonistas, desejo e repulsa, simbiose e distinção, precisamos construir quem somos por nós mesmos.
Penso nessas coisas quando vejo os pais sofrendo com a saída dos filhos de casa. Penso mais seriamente quando considero a questão do idoso. Alguns teóricos rezam que a dificuldade do idoso é estabelecer vínculos não frustrantes, e aí interfere o social e o individual, colaborando e intensificando as dificuldades da velhice. Ensaia-se tanto o amar e se separar que, obviamente, com o passar do tempo tende-se a “escolher” muito bem com quem se ligar de modo a tardar ao máximo a separação, mas essa é cada vez mais frequente pela eminência da morte.
Quando não há substitutos, pensamos na diminuição da libido e em um desinvestimento, ou seja, é quando os objetos não sustentam mais as condições de estabilidade e perduralidade necessárias. Percebemos uma restrição aos intercâmbios como defesa contra a frustração, uma perda de atividade antecedida por uma ausência de sentido para a mesma (GOLDFARB, 1998). Renunciar à atividade é aqui uma alternativa saudável e não maníaca, uma preparação para a morte.
Talvez o entregar-se aos poucos à morte pode ser entendido, então, como um cansaço na alma, um cansaço entre o perder e o tentar novamente.

"A separação da alma"

Referência
GOLDFARB, D. C. Envelhecer… Certamente. In:____________ Corpo, tempo e envelhecimento. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.

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Sobre a lógica da magia

De mistério em mistério, cansei.

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Voyeurismo

Da minha janela vejo alguns abacates,
salivo em silêncio.

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Análise

Constantemente exploro segredos que insisto encontrar. Busco meios de expressar minha loucura lucidamente pulsante. Finjo que escrevo, testo e me alivio.

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